domingo, 26 de agosto de 2012


existem muitas formas de encarar grandes coisas. olhando-as de baixo para cima, fazendo-as parecer maiores do que de fato são ou de cima para baixo, subestimando-as. o fim eminente da humanidade que essa coleção de textos tomam como real é de que tamanho?

daqui a um tempo o que será a nossa prepotente raça além de resquícios de um bicho que se considerou sozinho e dominante no universo que ele mesmo descobriu em algum momento que não tinha fim?

o que o próximo bicho conseguirá desvendar de nós durante suas escavações? quando os escafandristas vierem explorar sua casa, seu quarto, suas coisas, sua alma, vão descobrir algo além do superficial? como suas reconstituições hi-tech em suas bbcs retratarão nossa exótica marca em nosso exótico planeta?

nós não somos especiais como espécie, mas toda espécie guarda pequenas relações mais do que especiais e apenas o zoom-in pode comover-nos e suprir-nos de qualquer compaixão com essa porção de moléculas que nos compõem, que compõem seres capazes de produzir de pinturas arrepiantes, à câmaras de gás ou gols de bicicleta.

foi interessante observar 20 anos, que passaram como segundos, dessa espécie, que durou questões de minutos, talvez uma hora, mas uma hora que valeu pelo todo.


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